Fiesp critica aprovação de PEC que reduz jornada de trabalho para 40h
A entidade afirma que a mudança ameaça a segurança jurídica e pode invalidar acordos coletivos firmados entre empresas e sindicatos.
Pontos principais
- A Fiesp classificou a aprovação da PEC na Câmara como um retrocesso nas relações trabalhistas.
- A federação aponta que a medida pode gerar insegurança jurídica ao invalidar acordos coletivos vigentes.
- Houve críticas à celeridade da votação, com a entidade apontando falta de debate sobre os impactos econômicos.
- A Fiesp defende uma proposta alternativa do senador Rogério Marinho que foca em maior flexibilidade na carga horária.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou forte oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pela Câmara dos Deputados, que reduz a jornada de trabalho semanal para 40 horas. Segundo a entidade, a medida representa um retrocesso nas relações trabalhistas e coloca em risco a segurança jurídica do setor produtivo ao ameaçar a validade de acordos coletivos já estabelecidos entre empresas e sindicatos. A federação também criticou a rapidez com que o texto avançou no Legislativo, argumentando que não houve o devido debate sobre os impactos econômicos da alteração. Em contrapartida, a Fiesp apoia uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho, que prioriza a flexibilidade na definição da carga horária, mantendo o limite constitucional de 44 horas semanais e preservando os direitos dos trabalhadores.
Comentários
Carregando comentários...
