Diretor do Banco Central alerta para inflação e reafirma meta
Nilton David classifica cenário atual como uma perturbação relevante e reforça compromisso inegociável do BC com a meta de inflação de 3%.
Pontos principais
- O diretor Nilton David manifestou preocupação com a alta das expectativas de inflação para 2028.
- A autoridade monetária classificou a situação econômica atual como uma perturbação relevante.
- O Banco Central reafirmou o compromisso inegociável com a meta de inflação de 3% e a política monetária contracionista.
- A taxa Selic permanece em 14,50%, com o BC mantendo vigilância sobre pressões externas e volatilidade do petróleo.
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, reiterou o desconforto da instituição com a trajetória das expectativas de inflação para 2028. Ao classificar o cenário atual como uma perturbação relevante para a economia, o dirigente enfatizou que a autoridade monetária tomará todas as medidas necessárias para assegurar o cumprimento da meta de 3%. O discurso reforça a postura vigilante do BC frente aos indicadores macroeconômicos recentes e às pressões externas, agravadas pelo conflito no Oriente Médio e pela volatilidade nos preços do petróleo.
Atualmente, a taxa Selic está fixada em 14,50%, patamar que a instituição pretende manter pelo tempo necessário para garantir a estabilidade de preços. Embora parte do mercado especule sobre um possível corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros em junho, o Banco Central mantém cautela, priorizando a ancoragem das expectativas. A mensagem central da autoridade monetária permanece inegociável: o foco total na convergência da inflação para a meta estabelecida, independentemente das incertezas que possam comprometer a economia doméstica no longo prazo.
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