A confederação alerta para riscos econômicos e defende que o debate sobre a jornada de trabalho seja adiado para após o período eleitoral.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou forte oposição ao avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. Segundo a entidade, o debate sobre a alteração da jornada laboral deve ser adiado para após as eleições, permitindo uma discussão mais técnica e ampla. A CNI argumenta que a imposição de uma regra uniforme ignora as particularidades de cada setor e pode elevar os custos operacionais das empresas entre 6% e 9%, prejudicando especialmente os pequenos negócios.
Para a confederação, a flexibilização da jornada deve ser conduzida prioritariamente por meio de negociações coletivas, garantindo maior segurança jurídica e adaptabilidade às necessidades de cada segmento. A entidade agora concentra esforços para que o Senado Federal analise a proposta com cautela, avaliando os impactos estruturais que a mudança pode gerar na economia e na competitividade do país.
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