O CMN aprovou R$ 8 bilhões em crédito com garantia da União para os Correios em 2026, elevando o financiamento total da estatal para R$ 20 bilhões e ajustando limites de crédito para entes públicos.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a concessão de uma margem de até R$ 8 bilhões em operações de crédito com garantia da União para os Correios no ano de 2026. Esta autorização se soma a uma captação anterior de R$ 12 bilhões realizada pela estatal junto a instituições financeiras, totalizando R$ 20 bilhões em financiamento com garantia da União. A decisão tem como objetivo principal dar continuidade ao plano de reestruturação da empresa, que vem enfrentando uma crise financeira significativa, com um prejuízo de R$ 6 bilhões de janeiro a setembro do ano passado e expectativa de aumento do déficit para 2026.
Os R$ 8 bilhões foram incluídos em um sublimite criado pelo CMN, que elevou o limite total de crédito para entes públicos em 2026 para R$ 23,625 bilhões. Além disso, o CMN remanejou os limites de contratação de estados e municípios para priorizar financiamentos do Novo PAC e projetos de Parceria Público-Privada (PPP), reduzindo o sublimite geral para operações de crédito com garantia da União para estados e municípios de R$ 9 bilhões para R$ 5 bilhões. Foram criados sublimites específicos de R$ 2 bilhões para operações do Novo PAC e R$ 2 bilhões para projetos de PPP. As despesas decorrentes dessas operações poderão ser desconsideradas para o cálculo da meta de resultado primário, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Agência Brasil - EBC • 26 fev, 19:34
G1 Política • 26 fev, 20:11
InfoMoney • 26 fev, 19:13