Keeta rebate acusações de espionagem feitas pelo iFood
Executivo da Keeta classifica denúncias do iFood como manobra para ocultar práticas anticompetitivas no mercado brasileiro de delivery.
Pontos principais
- O iFood acusa a Keeta e a Meituan de espionagem industrial e aliciamento de funcionários.
- A Keeta nega as irregularidades e afirma que o iFood tenta desviar o foco de investigações do CADE sobre contratos de exclusividade.
- A Meituan reafirma o compromisso de investir US$ 1 bilhão no Brasil nos próximos cinco anos.
- A disputa reflete a intensificação da concorrência no setor de aplicativos de entrega no país.
O vice-presidente da Keeta no Brasil, Danilo Mansano, refutou formalmente as acusações de espionagem industrial e aliciamento de funcionários feitas pelo iFood. Segundo a empresa chinesa, as denúncias funcionam como uma cortina de fumaça para desviar a atenção de investigações em curso no CADE, que apuram possíveis práticas anticompetitivas e o uso de contratos de exclusividade pelo líder do setor. A Keeta sustenta que sua entrada no mercado brasileiro tem sido dificultada por barreiras comerciais, o que impactou o cronograma de expansão em cidades como o Rio de Janeiro.
Enquanto a disputa jurídica se intensifica, a Meituan, controladora da Keeta, mantém o plano de investir US$ 1 bilhão no país nos próximos cinco anos. A empresa defende que seu diferencial competitivo reside na eficiência logística baseada em tecnologia para otimização de rotas com múltiplos pedidos, reafirmando sua estratégia de crescimento apesar das tensões atuais com o concorrente.
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