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Flávio Bolsonaro viaja a Washington para buscar encontro com Trump

O senador busca apoio de Donald Trump em meio a desgaste político, enquanto a campanha de Lula monitora os possíveis impactos de um eventual encontro.

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Foto: InfoMoney
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25/05 às 08:01 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington nesta segunda-feira (25) para tentar uma reunião com o presidente Donald Trump.
  • A iniciativa visa fortalecer a pré-campanha do senador pelo PL após queda nas pesquisas de intenção de voto.
  • A Casa Branca ainda não confirmou a agenda ou qualquer encontro oficial com o parlamentar brasileiro.
  • A pauta do encontro inclui a classificação de facções criminosas como terroristas e a defesa da liberdade de expressão.
  • A campanha de Lula monitora a viagem, avaliando que um possível apoio de Trump poderia ser explorado politicamente devido à impopularidade do americano no Brasil.
  • Ministros de Lula afirmam que a família Bolsonaro não foi pauta durante o encontro oficial entre o presidente brasileiro e Trump na Casa Branca.

O senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington nesta segunda-feira (25) em uma tentativa de articular um encontro com o presidente Donald Trump. A movimentação ocorre em um momento crítico para o parlamentar, que lida com a queda nas pesquisas de intenção de voto e instabilidade em sua equipe de pré-campanha. O desgaste político foi acentuado pela repercussão de conversas envolvendo o financiamento do filme Dark Horse e a proximidade do senador com o empresário Daniel Vorcaro, o que gerou baixas em seu grupo de trabalho. Apesar da expectativa da comitiva brasileira, a Casa Branca ainda não confirmou qualquer agenda oficial com o senador.

Além de buscar capital político internacional para contrapor a recente visita do presidente Lula aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro pretende levar temas específicos à mesa de discussão, como a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e a defesa da liberdade de expressão. A estratégia visa reorganizar o noticiário político e tentar reverter o isolamento enfrentado pelo pré-candidato no cenário doméstico, utilizando a interlocução internacional como um ativo para sua campanha.

Enquanto isso, a equipe de campanha de Lula monitora de perto os desdobramentos da viagem, avaliando os riscos e oportunidades de um possível encontro. Aliados do petista acreditam que um eventual apoio de Trump a Flávio poderia ser explorado politicamente, dado que a impopularidade do presidente americano no Brasil pode gerar rejeição. Além disso, a campanha petista avalia que uma possível hostilidade de Trump contra o Brasil fortaleceria o discurso de soberania de Lula. Ministros do governo brasileiro reforçaram que a família Bolsonaro não foi pauta durante o encontro oficial entre Lula e Trump na Casa Branca, mantendo a distância institucional entre os eventos.

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