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Flávio Bolsonaro pede a Trump que classifique facções como terroristas

O senador solicitou a designação do PCC e do CV como terroristas e apresentou a Trump uma agenda de segurança alternativa ao governo Lula.

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Foto: G1 Política
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26/05 às 18:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro pediu a Donald Trump que classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
  • O governo Lula rejeita a medida por receio de intervenções militares e divergências sobre a natureza ideológica das facções.
  • A designação permitiria aos EUA bloquear ativos financeiros e restringir o apoio material aos grupos criminosos.
  • O senador afirmou ter exposto a Trump as diferenças entre sua plataforma política e a gestão atual do governo petista.
  • Bolsonaro prometeu integrar o Brasil ao programa 'Escudo das Américas' para combater o tráfico e a imigração ilegal.
  • O parlamentar defendeu o afastamento de alinhamentos ideológicos com regimes autoritários em conversas com o presidente americano.

O senador Flávio Bolsonaro reuniu-se com o presidente Donald Trump na Casa Branca para solicitar que facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A medida, apoiada por figuras como o secretário de Estado Marco Rubio, permitiria o bloqueio de ativos financeiros e a proibição de apoio material aos grupos. Durante o encontro, articulado por Eduardo Bolsonaro, o senador também apresentou uma agenda de segurança alternativa ao governo Lula, prometendo integrar o Brasil ao programa 'Escudo das Américas' para combater o tráfico de drogas e a imigração ilegal em parceria com Washington, além de defender o afastamento de alinhamentos com regimes autoritários.

Em contrapartida, o governo Lula mantém oposição à proposta. O Palácio do Planalto argumenta que as facções carecem de motivação ideológica, critério exigido pela legislação antiterrorismo brasileira, e teme que a designação pelos EUA abra precedentes para intervenções estrangeiras. Enquanto a diplomacia brasileira prioriza a soberania nacional, a articulação de Flávio Bolsonaro em Washington intensifica o debate sobre o combate ao crime organizado e as relações bilaterais, em um momento em que o senador busca consolidar uma plataforma política distinta da atual gestão petista.

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