A política de subsídios aos combustíveis fósseis adotada pelo governo enfrenta críticas quanto à sua eficácia e sustentabilidade fiscal. Segundo Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil, o impacto dessas medidas nos preços praticados nas bombas é limitado, enquanto o custo para os cofres públicos cresce de forma acelerada, somando R$ 2,2 bilhões em subvenções à gasolina em um período de dois meses. Analistas do setor argumentam que a estratégia parece mais alinhada a objetivos eleitorais do que a um planejamento energético de longo prazo, defendendo que o foco deveria recair sobre o fortalecimento dos biocombustíveis e do etanol. Com a persistência de riscos geopolíticos no Oriente Médio pressionando o mercado global de petróleo, a expectativa do mercado é de que as subvenções sejam retiradas gradualmente após o encerramento do ciclo eleitoral, visando o reequilíbrio das contas públicas.
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