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PF investiga irregularidades de R$ 3 bilhões no Rioprevidência

A Polícia Federal apura gestão fraudulenta no Rioprevidência, enquanto o caso revela que 18 institutos aplicaram R$ 1,88 bilhão em ativos de alto risco.

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Foto: InfoMoney
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26/05 às 14:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Investigação aponta movimentação irregular de R$ 3 bilhões em ativos ligados ao Banco Master no Rioprevidência.
  • Ministro André Mendonça autorizou mandados de busca e apreensão contra envolvidos, incluindo o ex-governador Cláudio Castro.
  • Dezoito institutos de previdência aplicaram R$ 1,88 bilhão em ativos do Banco Master sem a proteção do FGC.
  • Investimentos foram realizados entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, ignorando perfis conservadores exigidos.
  • Especialistas apontam falhas graves de governança, ausência de auditorias independentes e descumprimento de regras de compliance.
  • O caso reacende o debate nacional sobre a fragilidade da fiscalização e a sustentabilidade de fundos previdenciários públicos.

A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero para investigar um esquema de gestão fraudulenta no Rioprevidência. Segundo as autoridades, o órgão aplicou R$ 3 bilhões em ativos vinculados a fundos geridos pelo Banco Master, sob forte influência política. A investigação, autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, cumpre mandados de busca e apreensão contra figuras centrais, como o ex-governador Cláudio Castro e o ex-presidente do instituto, Deivis Marcon Antunes. O caso expõe fragilidades críticas na governança institucional, permitindo a concentração de risco e o possível uso de recursos previdenciários para favorecer interesses privados.

O impacto das irregularidades, contudo, estende-se para além do Rio de Janeiro. Levantamentos indicam que 18 institutos de previdência pelo país aplicaram mais de R$ 1,88 bilhão em ativos de alto risco do mesmo grupo financeiro entre 2023 e 2024, sem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A ausência de auditorias independentes e de controles internos eficazes permitiu que a proximidade entre agentes públicos e dirigentes financeiros prevalecesse sobre as normas de compliance. O episódio serve como um alerta sistêmico sobre a gestão temerária de recursos públicos, colocando em xeque a integridade financeira de diversos sistemas estaduais e municipais e reforçando a necessidade de uma supervisão mais rigorosa por parte de órgãos reguladores.

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