PF investiga aplicação irregular de previdência em Banco Master
A Polícia Federal deflagrou a Operação Moral Hazard para investigar a aplicação irregular de R$ 13 milhões da previdência de Santo Antônio de Posse (SP) em investimentos do Banco Master.
Pontos principais
- A Polícia Federal deflagrou a Operação Moral Hazard para investigar a aplicação irregular de R$ 13 milhões da previdência de Santo Antônio de Posse (SP).
- Os recursos teriam sido aplicados em Letras Financeiras do Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
- As aplicações não seguiram critérios de segurança, liquidez e diversificação, violando a política interna do instituto.
- Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim, incluindo a sede do Instituto de Previdência Municipal (IPREM).
- Ex-diretor, ex-supervisora e três integrantes do comitê de investimentos do IPREM estão entre os alvos da operação.
- A Justiça Federal determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens.
- A investigação teve início após alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social e advertências do Ministério Público de Contas de SP.
- A Prefeitura de Santo Antônio de Posse afirmou que a atual gestão revisou os critérios de aplicação e está colaborando com as investigações.
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Moral Hazard nesta quinta-feira, 23 de abril, para investigar a aplicação irregular de R$ 13 milhões do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Santo Antônio de Posse (SP) em Letras Financeiras do Banco Master. A investigação apura a possível prática de gestão temerária de recursos públicos, com indícios de que as aplicações não seguiram critérios de segurança, liquidez e diversificação, violando a política interna do instituto. Houve também falhas na tomada de decisão, com falta de análises técnicas e estudos comparativos para investimentos considerados arriscados e de longo prazo.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim, com alvos incluindo um ex-diretor, uma ex-supervisora e três membros do comitê de investimentos do Instituto de Previdência Municipal (IPREM), além da própria sede do IPREM. A 9ª Vara Federal de Campinas determinou o afastamento dos investigados de seus cargos públicos e o bloqueio de bens, como parte das medidas cautelares. O ex-diretor do IPREM, Hortêncio Lala Neto, afirmou que o investimento foi realizado em 2024 para cumprir metas de rentabilidade, seguindo as regras legais.
A investigação teve início após um alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social sobre problemas na aplicação dos fundos. O Ministério Público de Contas de São Paulo já havia emitido advertências sobre investimentos de institutos de previdência no Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central. O IPREM tinha R$ 8,2 milhões aplicados em Letras Financeiras do Banco Master quando o Banco Central determinou a liquidação. A Prefeitura de Santo Antônio de Posse afirmou que a atual gestão revisou os critérios de aplicação e está colaborando com as investigações.
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