Investigações apontam que o fundo SDG II, vinculado ao Banco Master, foi utilizado entre 2020 e 2024 para ocultar créditos podres e realizar operações financeiras simuladas. A estrutura permitia a transferência de ativos de baixa qualidade para empresas de fachada, como a Lormont Participações e a Banvox, permitindo que o banco apresentasse uma saúde financeira artificialmente robusta. Documentos indicam que o fundo adquiriu R$ 3,6 bilhões em empréstimos associados a uma suposta fraude envolvendo Daniel Vorcaro, configurando uma manobra contábil para limpar o balanço da instituição. O esquema faz parte de um escrutínio mais amplo que envolve uma rede de 82 FIDCs, totalizando R$ 65,5 bilhões em ativos sob suspeita. Até o momento, o Banco Master não se manifestou sobre as denúncias, que levantam preocupações sobre a transparência e a fiscalização de fundos que utilizam estruturas complexas para mascarar riscos operacionais.
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