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Equatorial e consórcio da Aegea disputam privatização da Copasa

Disputa entre Equatorial e consórcio da Aegea pela Copasa pode movimentar mais de R$ 13 bilhões em leilão na B3 nesta quarta-feira.

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Foto: Pipeline Valor
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26/05 às 08:35 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O governo de Minas Gerais busca um investidor estratégico para adquirir 30% da Copasa em leilão na B3.
  • A disputa envolve a Equatorial Energia e o consórcio Livorno, composto por Itaúsa, Equipav, GIC e Aegea.
  • Itaúsa e acionistas da Aegea formalizaram a proposta para atuar como investidores de referência na estatal.
  • O processo exige que os interessados comprovem ao menos R$ 6,3 bilhões em investimentos em infraestrutura nos últimos 20 anos.
  • Após a definição do sócio estratégico, haverá um bookbuilding para a oferta de outros 15% das ações ao mercado.
  • O Estado planeja reduzir sua fatia de 50% para 5%, mantendo uma golden share na companhia.
  • A transação visa consolidar a participação do setor privado na gestão de serviços de água e esgoto em Minas Gerais.

O governo de Minas Gerais realiza nesta quarta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo, o leilão para a escolha do investidor estratégico da Copasa. A operação, que visa a venda de 30% do capital da estatal, atraiu a Equatorial Energia e o consórcio Livorno — formado por Itaúsa, Equipav, GIC e Aegea. A formalização da proposta pelo grupo liderado pela Itaúsa reforça o interesse do setor privado em assumir a gestão de serviços de água e esgoto no estado. A expectativa de mercado é que as ofertas superem a marca de R$ 13 bilhões, superando estimativas iniciais de R$ 10 bilhões.

Para participar, os interessados precisaram comprovar um histórico de R$ 6,3 bilhões em investimentos em infraestrutura nas últimas duas décadas. No consórcio Livorno, a Aegea deterá uma participação minoritária de 1%, estratégia adotada para preservar seu balanço financeiro enquanto foca na operação técnica do saneamento. Após a definição do sócio de referência, o processo seguirá para uma etapa de bookbuilding, destinada à oferta de outros 15% das ações ao mercado. Caso o valor alcançado nesta fase supere a proposta do sócio estratégico, a Copasa poderá adotar o modelo de 'corporation'. Ao final da reestruturação, o Estado reduzirá sua participação de 50% para 5%, mantendo apenas uma golden share.

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