Equatorial é escolhida como investidora de referência da Copasa
Equatorial avança na privatização da Copasa com oferta de R$ 49,03 por ação, enquanto a Raízen vende ativos na Argentina por US$ 1,4 bilhão.
Pontos principais
- A Equatorial, via Gerais Saneamento, foi selecionada como investidora de referência para adquirir 30% da Copasa por R$ 5,6 bilhões.
- A proposta de R$ 49,03 por ação superou o mínimo de R$ 47,23, mas ficou abaixo da cotação de mercado, pressionando as ações em 5%.
- O montante total do investimento na Copasa pode atingir R$ 7,946 bilhões caso a Equatorial adquira uma fatia adicional de 12,6%.
- O processo de bookbuilding da Copasa segue até 11 de junho, com liquidação financeira prevista para o dia 16 de junho.
- A Raízen vendeu seus ativos de refino e distribuição na Argentina para a Mercuria Energy por US$ 1,4 bilhão.
- A transação da Raízen visa fortalecer o caixa e desconsolidar dívidas, sendo assessorada pelo BTG Pactual.
- O negócio da Raízen inclui uma refinaria e 880 postos Shell, dependendo ainda de aprovações regulatórias e judiciais.
A Equatorial Energia consolidou sua posição como investidora de referência na privatização da Copasa ao apresentar uma oferta de R$ 49,03 por ação. Embora o valor supere o preço mínimo de R$ 47,23, a cotação ficou abaixo dos R$ 59 observados no mercado, gerando queda de 5% nas ações. O investimento inicial de R$ 5,6 bilhões pode chegar a R$ 7,946 bilhões caso a empresa exerça a opção de adquirir uma fatia adicional de 12,6%. O cronograma do certame segue para a etapa final de bookbuilding, com encerramento em 11 de junho e liquidação financeira prevista para o dia 16.
Paralelamente, o mercado brasileiro de capitais registra movimentações estratégicas de desinvestimento. A Raízen anunciou a venda de suas operações de downstream na Argentina para a Mercuria Energy por US$ 1,4 bilhão. A operação, assessorada pelo BTG Pactual, permitirá à companhia injetar até US$ 1 bilhão em seu caixa e reduzir o endividamento, sendo parte fundamental de sua estratégia de reestruturação financeira. O negócio, que engloba uma refinaria e mais de 880 postos sob a marca Shell, aguarda aprovações regulatórias para ser concluído ainda no atual ano-safra.
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