A Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliou como insuficiente a proposta de delação premiada apresentada pela defesa do empresário Daniel Vorcaro. O documento, entregue após 45 dias de elaboração, foi considerado lacunoso pelos procuradores, que optaram por manter as negociações abertas sob a condição de que a defesa reformule o conteúdo. Em paralelo, a Polícia Federal decidiu abandonar as tratativas, argumentando que o material fornecido não apresenta elementos novos ou relevantes para as investigações em curso. Vorcaro está detido desde março, por ordem do ministro do STF André Mendonça. A continuidade do processo de colaboração depende agora da capacidade da defesa em apresentar informações que atendam às exigências do Ministério Público, sendo que qualquer eventual acordo final ainda precisará passar pela homologação do Supremo Tribunal Federal para ter validade jurídica.
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