As negociações para a delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro encontram obstáculos significativos junto aos órgãos de controle. Enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) segue em tratativas, a Polícia Federal já manifestou rejeição à proposta atual, citando a insuficiência do montante de R$ 40 bilhões frente ao prejuízo de R$ 60 bilhões apurado nas investigações. Além da questão financeira, a viabilidade do acordo é questionada pela falta de elementos probatórios novos e pela incerteza sobre a capacidade de pagamento do ex-banqueiro após a liquidação do Banco Master. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, tem pressionado por prazos mais curtos, visando evitar os riscos de inadimplência observados em acordos firmados durante a operação Lava Jato. A continuidade das negociações depende agora de uma reestruturação da proposta que satisfaça as exigências técnicas dos investigadores.
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