A indústria da construção civil brasileira enfrentou um início de ano marcado por um recuo de 32,1% nos lançamentos imobiliários em relação ao último trimestre de 2025, movimento atribuído ao represamento de projetos enquanto o mercado aguardava definições sobre os tetos do programa Minha Casa Minha Vida. Apesar da queda sazonal, o programa habitacional consolidou-se como o principal motor do setor, respondendo por 49% das vendas no primeiro trimestre de 2026. Mesmo com a taxa Selic em 14,5%, o mercado manteve estabilidade, registrando alta de 4,1% nas vendas anuais. Com as novas diretrizes do programa definidas, o setor projeta uma recuperação consistente nos lançamentos a partir do segundo trimestre. Executivos, contudo, monitoram riscos como a inflação de materiais, incertezas na reforma tributária e possíveis alterações na jornada de trabalho que podem impactar o ritmo das obras.
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