Governo vê impacto limitado da guerra no preço dos combustíveis
Ministro Dario Durigan afirma que matriz energética brasileira protege o país de choques externos mais severos observados em outras nações.
Pontos principais
- O Brasil registrou alta de 20% nos combustíveis, índice inferior ao de países como Chile e África do Sul.
- O governo descarta medidas como tabelamento ou racionamento de combustíveis.
- A resiliência nacional é atribuída ao uso de biocombustíveis e à exploração de petróleo em águas profundas.
- O conflito no Oriente Médio afeta o tráfego no Estreito de Ormuz, pressionando os custos globais.
- O 5º Leilão do Eco Invest Brasil busca captar R$ 50 bilhões para tecnologias sustentáveis.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que o conflito no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, tem gerado pressão sobre os preços internacionais dos combustíveis devido aos entraves no tráfego pelo Estreito de Ormuz. Apesar disso, o governo avalia que o impacto no Brasil é mitigado pela resiliência da matriz energética nacional, que combina o uso de biocombustíveis com a exploração de petróleo em águas profundas. Diferente de países como Índia e Coreia do Sul, o Brasil não pretende adotar medidas extremas, como o tabelamento de preços ou o racionamento. Para fortalecer essa autonomia a longo prazo, o governo lançou o 5º Leilão do Eco Invest Brasil, com o objetivo de captar R$ 50 bilhões destinados ao financiamento de tecnologias sustentáveis e combustíveis renováveis, reforçando a estratégia de transição energética do país.
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