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Cinebiografia de Bolsonaro enfrenta crises e afeta imagem de Flávio

Problemas na produção e suspeitas de financiamento irregular no filme 'Dark Horse' geram desgaste político para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

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Foto: BBC Brasil
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25/05 às 05:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Financial Times classificou a produção como uma 'comédia de erros' e um fator de risco para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
  • O custo da produção, estimado em R$ 134 milhões, é considerado desproporcionalmente alto para os padrões do cinema brasileiro.
  • Mensagens reveladas pelo Intercept Brasil mostram o senador cobrando repasses financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraude bilionária.
  • O roteiro da obra foca em temas religiosos, mensagens anti-establishment e o atentado sofrido por Jair Bolsonaro em 2018.
  • O estrategista Steve Bannon mantém o apoio ao longa, que conta com a participação do ator Jim Caviezel.
  • Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade na captação de recursos e busca interlocução com o governo de Donald Trump em Washington.

A produção da cinebiografia 'Dark Horse', focada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, consolidou-se como um foco de instabilidade para o clã. Reportagem do Financial Times descreve o projeto como uma 'comédia de erros' que, além de enfrentar problemas de viabilidade técnica, tornou-se um risco para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. O filme, cujo custo estimado de R$ 134 milhões é considerado desproporcional para o mercado nacional, está sob investigação devido a suspeitas de financiamento irregular envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo de apurações por fraude bilionária. Mensagens reveladas pelo Intercept Brasil indicam que o senador atuou diretamente na cobrança de repasses financeiros junto ao empresário.

Embora o desgaste político seja crescente, aliados como o estrategista Steve Bannon seguem apostando no potencial da obra, que conta com a participação do ator Jim Caviezel e aborda temas como o atentado de 2018 e pautas anti-establishment. Diante da crise, Flávio Bolsonaro nega qualquer ilegalidade nas transações e mantém sua agenda internacional, articulando uma viagem a Washington para buscar interlocução com o governo de Donald Trump. A tentativa de manter a visibilidade política do projeto, contudo, continua sendo confrontada pelas polêmicas que cercam a viabilização financeira do longa e sua viabilidade eleitoral para o pleito de outubro.

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