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Produção de filme sobre Bolsonaro enfrenta denúncias e ataques

O longa 'Dark Horse' enfrenta investigações por irregularidades financeiras e trabalhistas, enquanto aliados de Bolsonaro tentam conter a repercussão negativa.

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Foto: Intercept Brasil
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16/05 às 12:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A produtora Go Up Entertainment é investigada pela Ancine por filmar o longa sem registro oficial no Brasil.
  • Suspeitas apontam desvio de R$ 134 milhões financiados pelo Banco Master para despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro.
  • Trabalhadores relataram condições degradantes e falta de pagamentos durante as gravações do projeto.
  • O portal Intercept denunciou uma campanha de desinformação coordenada por aliados de Flávio Bolsonaro.
  • A Abraji repudiou os ataques sistemáticos contra o veículo de comunicação que detalhou as irregularidades.
  • O filme foi classificado como 'crime' no IMDb em meio a áudios que revelam cobranças de patrocínio feitas por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Flávio Bolsonaro admitiu a existência de contrato com Vorcaro, enquanto Mário Frias nega o envolvimento do senador e o aporte do banqueiro no projeto.

A produção do longa-metragem 'Dark Horse', que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta um cenário de crescente instabilidade jurídica e política. Além das investigações sobre a ausência de registro da produtora Go Up Entertainment na Ancine e denúncias de condições de trabalho degradantes, o projeto tornou-se centro de uma disputa sobre transparência financeira. O financiamento de R$ 134 milhões, articulado por figuras como Mario Frias e Eduardo Bolsonaro junto ao Banco Master, é alvo de apurações por possíveis desvios para gastos pessoais da família Bolsonaro. Em meio a esse contexto, o portal Intercept Brasil denunciou ter sido alvo de uma campanha coordenada de ataques e desinformação por parte de aliados de Flávio Bolsonaro, prática repudiada pela Abraji.

Recentemente, a crise ganhou novos contornos com a circulação de áudios que revelam cobranças de patrocínio feitas por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Embora o senador tenha admitido a existência de um contrato de financiamento, ele alegou que o banqueiro não honrou os pagamentos. Em contrapartida, o deputado Mário Frias negou qualquer participação de Flávio na produção e afirmou que não houve aporte de recursos de Vorcaro. A controvérsia também atingiu o ambiente digital, onde a página do filme no IMDb foi classificada sob o gênero 'crime' e chegou a exibir uma imagem manipulada por IA associando o longa ao Banco Master, fato contestado pela produtora.

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