Alta do petróleo deve elevar custos logísticos no Brasil, diz CNT
O presidente da CNT alerta que a dependência do transporte rodoviário e dos combustíveis fósseis pressionará a economia nacional.
Pontos principais
- A alta do petróleo impacta diretamente a matriz de transportes brasileira, majoritariamente rodoviária.
- Vander Costa defende a aceleração de concessões aquaviárias para reduzir custos logísticos no curto prazo.
- O modelo atual de ferrovias foi criticado por permitir monopólios que impedem a redução de preços.
- A mudança do eixo produtivo agrícola para o Centro-Oeste e Norte exige uma diversificação modal urgente.
Durante o Fórum Esfera Brasil, o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, alertou que a valorização do petróleo deve elevar os custos logísticos no país. A alta pressiona o setor rodoviário, que permanece como o principal meio de transporte no Brasil, tornando a economia nacional vulnerável às oscilações de preços dos combustíveis fósseis. Para mitigar esses impactos, a CNT defende a necessidade urgente de diversificação da matriz logística, especialmente diante do deslocamento do eixo produtivo agrícola para as regiões Centro-Oeste e Norte. Costa criticou o atual modelo ferroviário, apontando que a existência de monopólios impede a competitividade e a redução real dos preços. Como alternativa de curto prazo, o setor propõe a aceleração de concessões aquaviárias para otimizar o escoamento de cargas e aumentar a eficiência logística nacional.
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