Projeto propõe que FGC cubra prejuízos de fundos de previdência no Banco Master
Proposta visa proteger regimes de previdência pública com R$ 1,8 bilhão investidos em papéis do Banco Master, incluindo o Rioprevidência.
Pontos principais
- O projeto de lei apresentado pelo senador Renan Calheiros busca estender a cobertura do FGC para depósitos de regimes próprios de previdência.
- A medida visa mitigar riscos de fundos de pensão que possuem R$ 1,8 bilhão expostos a letras financeiras do Banco Master.
- O Rioprevidência é o maior afetado, com R$ 1 bilhão investido, seguido pelo Amprev, com R$ 400 milhões.
- O texto ressalta que a proteção não exime gestores públicos de investigações por possíveis irregularidades ou má-fé nas aplicações.
- A proposta aguarda despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para iniciar tramitação nas comissões temáticas.
O senador Renan Calheiros apresentou um projeto de lei que busca utilizar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir prejuízos de fundos de previdência de servidores públicos que investiram no Banco Master. A iniciativa surge em um momento de preocupação com a exposição de regimes próprios de previdência, que somam R$ 1,8 bilhão em papéis da instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro. O Rioprevidência, com R$ 1 bilhão, e o Amprev, com R$ 400 milhões, são os fundos mais impactados pela situação. Embora a proposta ofereça uma rede de segurança para os recursos públicos, o texto deixa claro que a medida não protege gestores de eventuais apurações sobre má-fé ou desvios na condução dos investimentos. O projeto agora segue para análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que definirá o rito de tramitação nas comissões da Casa.
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