SpaceX protocola o que seria o maior IPO da história, com prejuízo de US$4,9 bi em 2025
A SpaceX oficializou seu pedido de IPO na Nasdaq, visando uma avaliação de até US$ 2 trilhões para financiar projetos de exploração espacial, Starlink e inteligência artificial.
Pontos principais
- A SpaceX protocolou pedido de IPO na Nasdaq sob o código SPCX, com estreia prevista para o fim de junho.
- A empresa reportou prejuízo de US$4,9 bilhões em 2025, impactado por investimentos em infraestrutura de IA e custos legais.
- Com avaliação de mercado projetada entre US$1,25 trilhão e US$ 2 trilhões, a operação pode tornar Elon Musk o primeiro trilionário do mundo.
- O IPO visa captar recursos para financiar projetos de inteligência artificial, o desenvolvimento do foguete Starship e a expansão da Starlink.
- Documentos financeiros divulgados em 20 de maio detalham os riscos operacionais e as metas ambiciosas para investidores no mercado público.
- Elon Musk mantém 85,1% do poder de voto na companhia, em meio a disputas judiciais com a OpenAI e críticas à governança.
A SpaceX tornou pública a papelada do que seria a maior abertura de capital da história, com listagem na Nasdaq sob o código SPCX e estreia prevista para o fim de junho. O documento revelou um prejuízo de US$4,9 bilhões em 2025 sobre uma receita de US$18,67 bilhões, uma reversão frente ao lucro de US$791 milhões do ano anterior. O resultado foi pressionado por investimentos pesados na infraestrutura de IA da xAI, incluindo um novo acordo de US$15 bilhões anuais com a Anthropic para acesso a centros de dados, além de custos legais e controvérsias envolvendo o chatbot Grok. A Starlink continua sendo o principal motor da receita, respondendo por quase 70% do faturamento.
Analistas do mercado financeiro indicam que a avaliação da empresa, que pode ultrapassar US$ 2 trilhões, consolidaria Elon Musk como o primeiro trilionário do mundo. A operação permitirá que a companhia capte recursos para financiar projetos de inteligência artificial e o desenvolvimento do Starship, cujo 12º teste de voo é um marco estratégico para reduzir custos de acesso à órbita via reutilização total. O sucesso da empresa como entidade pública dependerá diretamente da execução dessas metas ambiciosas em exploração espacial e comunicações via satélite.
O empresário mantém 85,1% do poder de voto por meio de uma estrutura de duas classes de ações. O IPO ocorre em um cenário complexo, marcado por disputas judiciais de Musk com a OpenAI e questionamentos sobre a governança da empresa. Documentos financeiros adicionais, divulgados em 20 de maio, reforçam os riscos e as expectativas para os investidores que buscam exposição a uma companhia que integra tecnologia de ponta, infraestrutura global de internet e exploração interplanetária.
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