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PF aponta repasse de R$ 14,2 milhões de fundo ligado à Refit a Ciro Nogueira

Investigação da PF apura repasses milionários ao senador Ciro Nogueira, que contesta a conclusão da polícia sobre a venda de um terreno e a quitação do negócio.

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Foto: InfoMoney
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21/05 às 13:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda. recebeu R$ 14,2 milhões de um fundo vinculado ao empresário Ricardo Magro em 2024.
  • Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit, está foragido nos EUA após ter prisão decretada na Operação Sem Refino.
  • O senador Ciro Nogueira afirma que a venda de um terreno de 40 hectares em Teresina não foi concluída por falta de pagamento integral.
  • A Polícia Federal aponta o pagamento total de R$ 14,2 milhões, enquanto o contrato cita R$ 13,8 milhões.
  • A empresa Athena Real Estate, envolvida na transação, é investigada pela PF por suposta blindagem patrimonial e ocultação de bens.
  • A PF também investiga o ex-assessor do senador, Jonathas Assunção, por receber R$ 1,3 milhão de uma empresa de fachada do grupo.
  • O STF autorizou o bloqueio de R$ 52 bilhões em bens de investigados na operação que apura fraudes bilionárias.

Um relatório da Polícia Federal identificou que a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda. recebeu R$ 14,2 milhões de um fundo associado ao empresário Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit. A transação é investigada na Operação Sem Refino, que apura fraudes fiscais bilionárias. O senador Ciro Nogueira nega irregularidades, mas apresentou uma versão divergente da PF: ele sustenta que a venda de um terreno de 40 hectares em Teresina não foi concluída por falta de pagamento integral, questionando os valores apontados pelos investigadores, que identificaram uma diferença entre o montante recebido e o valor declarado em contrato, de R$ 13,8 milhões.

Paralelamente, a PF apura o recebimento de R$ 1,3 milhão por Jonathas Assunção, ex-assessor do parlamentar, proveniente de uma suposta empresa de fachada ligada ao mesmo esquema. A polícia suspeita que a Athena Real Estate, compradora do terreno, seja utilizada para blindagem patrimonial e ocultação de bens de Ricardo Magro, atualmente foragido nos EUA. Embora o senador não seja alvo direto das medidas cautelares, o Supremo Tribunal Federal autorizou o bloqueio de R$ 52 bilhões em bens de investigados, aprofundando o escrutínio sobre as relações financeiras do grupo. O inquérito segue em curso para determinar se houve desvios ou lavagem de dinheiro.

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