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EUA indiciam Raúl Castro por derrubada de aviões em 1996

O governo Trump intensifica a pressão sobre Cuba com o indiciamento de Raúl Castro, enquanto ex-espião cubano contesta o contexto das operações de 1996.

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Foto: G1 Mundo
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21/05 às 07:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Raúl Castro foi indiciado por quatro assassinatos e conspiração relacionados ao abate de aeronaves do grupo Hermanos al Rescate em 1996.
  • O governo Trump reforçou a pressão sobre a ilha com bloqueios de petróleo e o envio de porta-aviões para a região do Caribe.
  • O governo chinês classificou o indiciamento como um abuso dos meios judiciais por parte dos Estados Unidos.
  • René González, ex-espião cubano, afirmou que a organização Irmãos ao Resgate possuía atividades não declaradas além da missão humanitária.
  • O ex-agente alega que a acusação atual faz parte de uma estratégia de pressão política do governo Trump sobre Cuba.
  • A derrubada das aeronaves em 1996 foi o estopim para a implementação da Lei Helms-Burton, que endureceu o embargo americano contra a ilha.
  • O presidente cubano Miguel Díaz-Canel classificou a medida como um ato político destinado a justificar uma possível agressão militar.
  • Relatos indicam negociações secretas entre o governo dos EUA e figuras próximas ao regime cubano visando uma transição política até 2026.

O governo dos Estados Unidos formalizou o indiciamento de Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, por crimes relacionados à derrubada de dois aviões da organização Hermanos al Rescate em 1996. A ação judicial acusa o líder de 94 anos de conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves, elevando a tensão diplomática entre Washington e Havana. O movimento ocorre em um momento de fragilidade interna para a ilha, que enfrenta uma crise energética severa sob a pressão das políticas do governo de Donald Trump, que incluiu o bloqueio de petróleo e o envio de porta-aviões ao Caribe. Enquanto o presidente Miguel Díaz-Canel nega a legitimidade jurídica do processo, fontes indicam que o secretário de Estado, Marco Rubio, estaria conduzindo negociações reservadas com membros da família Castro, sinalizando que a Casa Branca busca uma mudança de regime até 2026.

O caso reacendeu debates sobre o histórico do incidente de 1996. René González, ex-espião cubano, comentou recentemente que a organização Irmãos ao Resgate operava com esquemas não públicos, além da missão humanitária alegada. Para González, o indiciamento atual é uma ferramenta de pressão política, dado que o episódio original serviu como base para a implementação da Lei Helms-Burton, que endureceu o embargo americano. A iniciativa americana também enfrenta resistência internacional, com a China classificando a medida como um abuso dos meios judiciais, argumentando que o uso de tribunais para fins de política externa acirra tensões globais e questiona a soberania cubana.

Fonte primária

U.S. Department of Justice (Office of Public Affairs)

United States Unseals Superseding Indictment Charging Raul Castro and Five Castro Regime Co-Defendants for 1996 Shoot-Down of Brothers to the Rescue Aircraft

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou em 20/05/2026 a abertura (unsealing) de uma denúncia substitutiva (superseding indictment) contra Raúl Modesto Castro Ruz, 94 anos, de Holguín, e mais cinco réus do regime cubano (Lorenzo Alberto Pérez-Pérez, Emilio José Palacio Blanco, José Fidel Gual Barzaga, Raúl Simanca Cárdenas e Luis Raúl González-Pardo Rodríguez) pela derrubada, em 24/02/1996, de duas aeronaves civis desarmadas operadas pela Brothers to the Rescue (Hermanos al Rescate) sobre águas internacionais. A denúncia imputa conspiração para matar cidadãos americanos, duas acusações de destruição de aeronave e quatro de homicídio. Segundo as alegações, caças militares cubanos sob a cadeia de comando supervisionada por Raúl Castro dispararam mísseis ar-ar contra dois Cessna (matrículas N2456S e N5485S), sem aviso e fora do território cubano, matando quatro nacionais dos EUA, três deles cidadãos americanos: Carlos Costa, Armando Alejandre Jr., Mario de la Peña e Pablo Morales. O DOJ afirma ser a primeira vez em quase 70 anos que a alta liderança do regime cubano é acusada nos EUA por atos de violência que resultaram em mortes de americanos. Se condenados, os réus podem pegar pena máxima de morte ou prisão perpétua nas acusações de homicídio e conspiração; Castro Ruz e Pérez-Pérez respondem a até cinco anos por cada acusação de destruição de aeronave. O caso corre no Distrito Sul da Flórida, com investigação liderada pelo escritório do FBI em Miami. González-Pardo Rodríguez já está sob custódia dos EUA aguardando sentença por declarações falsas em documento de imigração. Uma denúncia é apenas uma acusação; os réus são presumidos inocentes até prova em contrário.

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