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EUA indiciam Raúl Castro e pilotos por abate de aviões em 1996

O indiciamento de Raúl Castro por homicídio nos EUA gerou protestos pró-governo em Havana e elevou a tensão diplomática sob a gestão Trump.

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Foto: NYTimes World
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21/05 às 22:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Raúl Castro e cinco pilotos de caça foram indiciados pelos EUA por homicídio devido ao abate de aviões civis em 1996.
  • O governo de Cuba classificou as acusações como manobra política e pretexto para uma possível intervenção.
  • Milhares de manifestantes pró-governo protestaram em frente à embaixada dos EUA em Havana contra a medida.
  • O presidente Miguel Díaz-Canel e o primeiro-ministro Manuel Marrero participaram do ato em apoio ao ex-líder.
  • Cuba alega que a ação judicial faz parte de uma estratégia da administração Trump para desestabilizar o regime.
  • A comunidade cubano-americana apresenta reações divididas sobre o desdobramento do caso.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalizou o indiciamento de Raúl Castro e de cinco pilotos de caça pelo abate de dois aviões civis de exilados cubanos em 1996. O episódio, que resultou em acusações de homicídio, reacendeu tensões históricas e diplomáticas entre Washington e Havana. Em resposta, o governo cubano organizou uma manifestação massiva em frente à embaixada dos EUA em Havana, com a presença do presidente Miguel Díaz-Canel e do primeiro-ministro Manuel Marrero, para repudiar o que classificaram como acusações espúrias e uma manobra política para justificar uma eventual invasão ou a queda do regime. Raúl Castro, de 94 anos, não esteve presente no ato.

O caso reflete a postura mais rígida adotada pela administração do presidente Donald Trump em relação a Cuba, complicando ainda mais o cenário diplomático entre as nações. Enquanto o governo cubano sustenta que o indiciamento é uma estratégia de desestabilização, o movimento judicial gerou reações divergentes dentro da própria comunidade de cubano-americanos, evidenciando a polarização sobre como lidar com o legado do regime de Havana. A situação permanece sob monitoramento, dado o potencial de escalada nas relações bilaterais após a formalização das acusações criminais.

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