Flávio Dino cobra informações da Câmara sobre viagem de Mário Frias
Ministro do STF solicita detalhes à Câmara sobre missão oficial de Mário Frias enquanto o deputado é alvo de ação judicial por uso de emendas parlamentares.
Pontos principais
- Flávio Dino deu prazo de 48 horas para a Câmara esclarecer a situação funcional e os custos da viagem de Mário Frias ao Bahrein e EUA.
- Oficiais de Justiça tentaram notificar o deputado cinco vezes sem sucesso, motivando o pedido de informações ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
- O parlamentar é investigado pelo repasse de R$ 2 milhões em emendas para uma ONG ligada à produção do filme 'Dark Horse'.
- A investigação apura possível desvio de finalidade no repasse de recursos ao Instituto Conhecer Brasil, a partir de representação de Tabata Amaral.
- Mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil sugerem o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro na busca por apoio financeiro para o projeto.
- Mário Frias nega irregularidades e afirma que a destinação das verbas possui parecer favorável da Advocacia da Câmara.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Câmara dos Deputados forneça detalhes sobre a missão internacional do deputado Mário Frias, estabelecendo um prazo de 48 horas para o envio das informações. A medida ocorre após oficiais de Justiça não conseguirem localizar o parlamentar em cinco tentativas de notificação sobre uma ação judicial que apura o suposto desvio de finalidade no repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produção do filme 'Dark Horse'. O ofício enviado ao presidente da Casa, Hugo Motta, busca esclarecer a situação funcional do deputado, que está fora do Brasil desde 12 de maio com agendas declaradas no Bahrein e nos Estados Unidos.
O caso ganhou novos contornos após a divulgação de áudios e mensagens pelo The Intercept Brasil, que levantaram suspeitas sobre o financiamento do projeto e o suposto envolvimento do senador Flávio Bolsonaro na articulação de apoio financeiro. Mário Frias, que alterou sua versão sobre o recebimento de recursos, sustenta que a destinação das verbas seguiu os trâmites legais e que o relacionamento jurídico do projeto foi firmado com uma empresa distinta de instituições financeiras. O deputado, que alega estar no exterior para tratar de investimentos e segurança pública, reafirma que sua conduta possui parecer favorável da Advocacia da Câmara, enquanto o STF busca garantir a transparência da viagem para assegurar o prosseguimento da investigação iniciada por representação da deputada Tabata Amaral.
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