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Mário Frias é alvo de investigações por rachadinha e uso de emendas

Deputado enfrenta denúncias de desvio de salários e uso irregular de verbas públicas, com apurações em curso na PGR e no STF sobre emendas parlamentares.

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Foto: InfoMoney
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25/05 às 10:34 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Ex-funcionária acusa o gabinete de exigir a devolução de salários e a contração de empréstimos consignados.
  • O ministro Flávio Dino, do STF, investiga o possível direcionamento de R$ 2 milhões em emendas para o Instituto Conhecer Brasil.
  • A deputada Tabata Amaral acionou o STF por suspeita de desvio de finalidade no uso de verbas parlamentares.
  • A defesa de Frias nega triangulação de recursos para o filme 'Dark Horse' e alega que as acusações são especulativas.
  • O deputado Chico Alencar solicitou à PGR a apuração de crimes como peculato, concussão e lavagem de dinheiro.
  • A produtora do filme 'Dark Horse' também é investigada por repasses envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro.
  • A defesa do parlamentar sustenta que a prestação de contas dos projetos está em curso e pede o arquivamento das investigações.

O deputado Mário Frias está sob crescente escrutínio de órgãos de controle e do Supremo Tribunal Federal. Além das suspeitas sobre o uso de emendas parlamentares, o parlamentar enfrenta pedidos formais de investigação na Procuradoria-Geral da República por suposta prática de 'rachadinha'. O deputado Chico Alencar solicitou a apuração de crimes como peculato e lavagem de dinheiro após relatos de uma ex-funcionária, que afirma ter devolvido parte de seu salário e contraído empréstimos consignados a mando de membros do gabinete. Documentos bancários reforçam as denúncias, apontando o uso de verbas públicas para despesas pessoais e familiares.

Paralelamente, o ministro Flávio Dino, do STF, conduz apuração sobre o direcionamento de R$ 2 milhões em emendas para o Instituto Conhecer Brasil, entidade que teria vínculos com a produtora do filme 'Dark Horse', uma biografia de Jair Bolsonaro. Em manifestação recente à Corte, a defesa de Frias negou qualquer triangulação de verbas e classificou as acusações como especulativas, argumentando que não há provas de irregularidades na execução dos recursos. Os advogados do deputado sustentam que os valores foram destinados a projetos de inclusão digital e esportes, e que a prestação de contas ainda está em andamento.

O caso, que também envolve os deputados Bia Kicis e Marcos Pollon, ganhou novos contornos com a menção à produtora do longa-metragem em outras investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro. A defesa de Frias criticou a iniciativa da deputada Tabata Amaral, autora do pedido de investigação, alegando que o acionamento do Judiciário fere o decoro parlamentar. Enquanto a defesa solicita o arquivamento dos procedimentos, o STF mantém a apuração preliminar sobre a legalidade dos repasses e a conduta do gabinete do parlamentar.

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