A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) emitiram pedidos de desculpas públicos pelo uso de cadáveres de pacientes do antigo Hospital Colônia de Barbacena em suas aulas de anatomia durante o século XX. O reconhecimento da prática integra um movimento de valorização da luta antimanicomial e dos direitos humanos no Brasil, abordando um período em que o hospital foi palco de graves atrocidades. Estima-se que mais de 60 mil pessoas morreram na instituição, com centenas de corpos sendo vendidos para faculdades de medicina. Como parte das medidas de reparação simbólica, as universidades se comprometeram com a realização de pesquisas documentais e a criação de memoriais. Hoje, ambas as instituições substituíram a prática pelo uso de corpos provenientes de programas de doação voluntária, alinhando-se a padrões éticos contemporâneos.
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