Juiz de Fora, MG, decretou calamidade pública após chuvas históricas em fevereiro, que causaram 14 mortes, soterramentos e o transbordamento do Rio Paraibuna.
Juiz de Fora, em Minas Gerais, enfrenta uma grave crise após chuvas históricas que resultaram na morte de pelo menos 14 pessoas e 20 soterramentos, especialmente na região sudeste da cidade. Diante do cenário devastador, a prefeita Margarida Salomão decretou estado de calamidade pública, suspendeu as aulas em creches e escolas municipais, e determinou teletrabalho para funcionários da prefeitura. Órgãos nacionais e estaduais, incluindo o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, foram acionados para prestar auxílio e atender às 251 ocorrências relacionadas aos temporais.
A situação é crítica, com cerca de 440 pessoas desabrigadas e acolhidas provisoriamente. Fevereiro de 2026 já se tornou o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora, registrando 584 milímetros de chuva, o dobro do volume esperado. O Rio Paraibuna transbordou, causando inundações e isolando bairros, agravando a situação e dificultando os trabalhos de recuperação. A recomendação é evitar sair de casa e fazer deslocamentos desnecessários, enquanto o Inmet emitiu alerta de chuvas intensas para 14 unidades da federação, o que pode agravar ainda mais o cenário.