A judicialização da saúde no Brasil atingiu um patamar crítico, com o número de processos saltando de 141 mil em 2020 para 454 mil em 2025. Esse crescimento expressivo tem pressionado severamente os orçamentos público e privado, contribuindo para que os custos do setor praticamente dobrassem nos últimos cinco anos, chegando a R$ 92 bilhões. O fenômeno é agravado por uma inflação médica que supera constantemente os índices oficiais, dificultando o planejamento financeiro das instituições.
O especialista Leandro Berbert alerta que o uso de verbas para atender demandas individuais via tribunal pode comprometer a assistência coletiva, deixando milhares de outros pacientes sem suporte. Diante desse cenário, a recomendação de especialistas é o fortalecimento do ambiente regulatório e a implementação de instâncias de mediação para resolver conflitos, visando conter a escalada de ações judiciais e garantir a sustentabilidade do sistema de saúde a longo prazo.
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