O sistema de saúde privado brasileiro continua a enfrentar um aumento no volume de novas ações judiciais, mesmo após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro que buscou impor regras mais rigorosas para tratamentos não listados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam um crescimento significativo nos últimos seis meses, com o volume de ações em janeiro sendo 21% maior que no ano anterior e em dezembro atingindo uma alta de 28%.
Analistas do Bradesco BBI indicam que a medida do STF falhou em reverter a tendência de judicialização. Embora fevereiro tenha registrado uma queda de 3% no volume de ações, o BBI atribui essa variação a efeitos de calendário, como o Carnaval. A persistência da alta é vista como negativa para operadoras de saúde como Hapvida e Sul América (Rede D’Or), pois as provisões para contingências cíveis podem continuar a pressionar seus resultados financeiros no curto prazo.
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