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Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB em caso de delação

Eugênio Aragão renunciou à defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, em meio a divergências internas durante negociações de delação premiada na Operação Compliance Zero.

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Foto: InfoMoney
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19/05 às 18:35 · atualizado 19:33

Pontos principais

  • Eugênio Aragão formalizou sua saída da defesa de Paulo Henrique Costa devido a divergências procedimentais com o advogado Davi Tangerino.
  • Costa está preso na Papuda desde abril, sob suspeita de solicitar R$ 146,5 milhões em propina via imóveis.
  • O ex-presidente do BRB é investigado por favorecer o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro na Operação Compliance Zero.
  • O investigado foi transferido para uma unidade específica da Papuda para trabalhar nos anexos de sua delação premiada.
  • As tratativas de colaboração seguem em curso com a Polícia Federal e a PGR, mas o termo de confidencialidade ainda não foi assinado.
  • Aragão afirmou em nota que sua atuação profissional é pautada pela seriedade e pelo respeito às instituições.

O advogado Eugênio Aragão formalizou sua renúncia à defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), nesta terça-feira (19). A saída ocorre em um momento crítico das negociações de colaboração premiada do executivo, que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde 16 de abril. Segundo Aragão, a decisão foi motivada por divergências procedimentais com o advogado Davi Tangerino, que também integra a equipe de defesa. Em nota, o advogado reforçou que sua atuação é pautada pela responsabilidade e pelo respeito às instituições, sem detalhar outros motivos para o desligamento.

Paulo Henrique Costa é um dos principais alvos da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. O ex-executivo é acusado de solicitar R$ 146,5 milhões em propinas, que seriam pagas por meio de transações imobiliárias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Para avançar nas tratativas, Costa foi transferido para uma unidade específica do sistema prisional, onde trabalha na elaboração de anexos para o acordo. Apesar do progresso nas conversas com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, o termo de confidencialidade formal para a colaboração ainda não foi assinado pelas partes.

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