A indicação de Jorge Messias para a vaga no STF, aberta desde outubro de 2025, foi rejeitada pelo Senado com 42 votos contrários e 34 favoráveis. O impasse é agravado pelo Ato da Mesa nº 1 de 2010, norma estabelecida durante a gestão de José Sarney, que proíbe o reenvio de indicações rejeitadas ou retiradas dentro da mesma sessão legislativa. Essa restrição impede formalmente que o nome de Messias seja reapresentado até fevereiro de 2027, mantendo a cadeira de Roberto Barroso vaga e gerando um novo ponto de atrito entre o Executivo e o Legislativo.
Apesar do obstáculo regimental e dos alertas de aliados sobre o risco de uma segunda derrota política antes das eleições, o presidente Lula tem sinalizado o desejo de insistir na nomeação. O Palácio do Planalto avalia agora estratégias jurídicas e políticas para contornar a vedação, em um cenário marcado pela relação hostil com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O governo enfrenta o desafio de equilibrar a necessidade de preencher o posto estratégico no Judiciário com o desgaste de um confronto direto com o Congresso em um ano eleitoral.
Folha de São Paulo - Política • 18 mai, 14:02
G1 Política • 18 mai, 09:21
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