O banco registrou lucro líquido de R$ 47,5 milhões, impactado pelo aumento da inadimplência e pela necessidade de maiores provisões prudenciais.
O Banco da Amazônia apresentou um desempenho financeiro desafiador no primeiro trimestre de 2026, com o lucro líquido atingindo R$ 47,5 milhões, uma redução expressiva de 84,5% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi fortemente impactado pelo aumento da inadimplência, que alcançou 5,39% em março, forçando a instituição a elevar suas provisões prudenciais, especialmente em razão de operações ligadas a empresas em recuperação judicial. Além do cenário interno, a administração do banco apontou que a volatilidade cambial, o patamar elevado dos juros e as tensões geopolíticas globais criaram um ambiente adverso para a expansão do crédito. Com a retração de 5,8% nas contratações, que totalizaram R$ 4 bilhões, e a queda no ROAE para 12,2%, o banco enfrenta agora o desafio de equilibrar sua carteira em um contexto macroeconômico de maior cautela e risco.
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