Conitec abre consulta pública sobre inclusão de pembrolizumabe no SUS
População pode opinar sobre a oferta do medicamento para quatro novos tipos de câncer, apesar de parecer inicial contrário da comissão.
Pontos principais
- A consulta pública avalia a inclusão do pembrolizumabe para câncer de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e colo do útero.
- O medicamento já é disponibilizado pelo SUS para pacientes com melanoma metastático.
- A Conitec emitiu parecer preliminar desfavorável citando incertezas sobre custo-benefício e impacto orçamentário.
- O custo estimado para o sistema público pode variar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões em cinco anos.
- A MSD, fabricante do fármaco, firmou parceria com o Instituto Butantan para viabilizar a produção local.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu consulta pública para avaliar a ampliação do uso do pembrolizumabe no SUS. Atualmente restrito ao tratamento de melanoma metastático, o medicamento pode ser estendido para pacientes com câncer de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e colo do útero. Apesar da relevância clínica, a comissão emitiu um parecer inicial contrário à incorporação, apontando incertezas quanto à relação custo-benefício e ao impacto financeiro, que pode chegar a R$ 3 bilhões em cinco anos. Para viabilizar a oferta, a fabricante MSD estabeleceu uma parceria com o Instituto Butantan focada na produção nacional, visando a redução de custos. A participação popular, fundamental para a decisão final, pode ser realizada pelo site da Conitec até o início de junho.
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