China sinaliza veto a resolução dos EUA sobre Estreito de Ormuz
O embaixador chinês na ONU afirmou que o texto é tendencioso e defende prioridade para negociações diplomáticas em vez de votação imediata.
Pontos principais
- A China, atual presidente do Conselho de Segurança da ONU, indicou que não pretende pautar a votação da resolução no momento.
- Pequim alega que a proposta apresentada pelos EUA e pelo Barein é tendenciosa contra o Irã.
- O embaixador Fu Cong defende que a prioridade deve ser o incentivo a negociações de boa-fé entre as partes.
- O presidente Donald Trump e Xi Jinping discutiram a segurança da hidrovia em uma cúpula recente.
O embaixador da China na ONU, Fu Cong, sinalizou que o país pode vetar a resolução proposta pelos Estados Unidos e pelo Barein sobre o Estreito de Ormuz. Como atual presidente do Conselho de Segurança, a China optou por não colocar o texto em votação, argumentando que a medida é tendenciosa contra o Irã e que o momento atual não é adequado para uma decisão impositiva. Pequim sustenta que o foco das potências globais deve ser o incentivo a negociações de boa-fé para resolver o conflito na região.
A postura chinesa reflete a frustração de Pequim com a persistência das tensões envolvendo o Irã. Embora o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping tenham debatido a abertura da hidrovia em uma cúpula recente, as divergências sobre a abordagem diplomática permanecem. A decisão de adiar a votação mantém o impasse no Conselho de Segurança, enquanto a comunidade internacional observa os desdobramentos sobre a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
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