O Irã advertiu o Conselho de Segurança da ONU contra qualquer "ação provocadora" no estreito de Ormuz, enquanto a votação de uma resolução para garantir a segurança da navegação na região foi adiada.
O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein que autorizaria o uso de força defensiva no estreito de Ormuz. A medida, que busca proteger a navegação comercial e permitir ações navais individuais ou em coalizões, enfrentou resistência de membros permanentes como Rússia, China e França, que se opõem ao uso da força, mesmo que defensiva, por temerem uma escalada do conflito na região. O adiamento abriu espaço para negociações adicionais, e o Bahrein revisou o texto para suavizar a linguagem e restringir a atuação militar a ações estritamente defensivas.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, advertiu o Conselho de Segurança da ONU contra qualquer "ação provocadora" no estreito de Ormuz, afirmando que tais ações "complicariam a situação". O enviado da China à ONU, Fu Cong, alertou que o uso da força legitimaria ações ilegais e levaria a uma escalada com graves consequências, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a ideia de reabrir o estreito pela força como "irrealista" devido aos riscos.
Países do Golfo, liderados pelo Bahrein, apoiam a resolução que busca garantir o trânsito internacional no Estreito de Ormuz usando "todos os meios necessários". O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Jassim Albudaiwi, criticou os ataques retaliatórios do Irã, afirmando que "ultrapassaram todas as linhas vermelhas". O estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo e gás, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás mundial. Seu bloqueio pelo Irã, em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã iniciado em fevereiro, tem impactado os preços de energia e as cadeias de suprimento globais.
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