PF deflagra Operação Fallax contra fraudes de R$ 500 milhões na Caixa
A Polícia Federal lançou a Operação Fallax para desarticular uma organização criminosa que fraudava a Caixa Econômica Federal em mais de R$ 500 milhões, com mandados cumpridos em três estados e o CEO do Grupo Fictor entre os alvos.
Pontos principais
- A Operação Fallax da Polícia Federal visa combater fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro contra a Caixa Econômica Federal.
- Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
- A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens no valor de até R$ 47 milhões, embora as fraudes investigadas possam superar R$ 500 milhões.
- A investigação revelou que o grupo cooptava funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos em sistemas bancários.
- Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini foram alvos de busca e apreensão na operação.
- Os valores fraudados eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.
- O Grupo Fictor, fundado por Rafael de Gois, entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro deste ano, alegando dívidas de R$ 4 bilhões.
- A tentativa frustrada de aquisição do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central, gerou uma crise de imagem e afetou a liquidez da Fictor.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax nesta terça-feira (25) para desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro contra a Caixa Econômica Federal. A investigação aponta que as fraudes podem ultrapassar R$ 500 milhões. Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Entre os alvos de busca e apreensão estão Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini. Rafael de Gois informou que cooperará com as autoridades após acesso à investigação.
A Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio e sequestro de bens no valor de até R$ 47 milhões, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. A investigação, iniciada em 2024, revelou que o grupo criminoso cooptava funcionários de instituições financeiras, incluindo da própria Caixa, para inserir dados falsos em sistemas bancários, permitindo saques e transferências indevidas. Os recursos ilícitos eram movimentados por empresas de fachada e convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento. Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e corrupção.
O Grupo Fictor, fundado por Rafael de Gois em 2007, é uma holding diversificada que enfrentou dificuldades financeiras e reputacionais, culminando em um pedido de recuperação judicial em fevereiro deste ano, alegando dívidas de R$ 4 bilhões. A tentativa de aquisição do Banco Master, às vésperas de sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, gerou uma crise de imagem e afetou a liquidez da Fictor, que busca reestruturar a Fictor Holding e Fictor Invest.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
