Marinho critica resistência de empresários ao fim da escala 6x1
O ministro do Trabalho rebateu previsões de crise econômica feitas pela Fiesp e por empresários sobre a possível redução da jornada de trabalho.
Pontos principais
- Luiz Marinho comparou a oposição atual à resistência histórica contra o salário mínimo e o 13º salário.
- A Fiesp sustenta que a mudança na jornada de trabalho pode gerar instabilidade econômica no setor.
- A proposta de fim da escala 6x1 é debatida em comissão especial na Câmara, com votação prevista para 26 de maio.
- O governo Lula considera a aprovação da PEC uma pauta prioritária, mantendo postura de diálogo sobre a alteração.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, classificou como exageradas as críticas feitas pela Fiesp e por representantes do setor empresarial sobre os possíveis impactos negativos do fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o ministro, o temor de que a redução da jornada leve à quebra de empresas ou ao aumento do desemprego carece de fundamento, comparando o cenário atual à resistência histórica enfrentada na implementação de direitos como o salário mínimo e o 13º salário. Enquanto a Fiesp alerta para uma possível instabilidade econômica, o governo federal mantém uma postura de cautela e busca diálogo para viabilizar a pauta. A discussão avança na Câmara dos Deputados por meio de uma comissão especial, com votação agendada para o final de maio. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva monitora a tramitação da PEC, tratando a medida como uma prioridade legislativa.
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