O governo federal eliminou a alíquota federal para compras de até US$ 50, mantendo o ICMS e gerando debates sobre competitividade e impacto fiscal.
O governo federal oficializou a extinção da alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, mantendo, contudo, a incidência do ICMS. A medida, assinada pelo presidente Lula, visa aliviar o orçamento doméstico em um cenário de juros elevados, sendo vista também como uma estratégia política para reduzir a impopularidade da taxação sobre produtos de baixo valor. Para que a isenção se torne definitiva, a medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias; caso contrário, a cobrança federal retornará automaticamente.
A decisão intensificou o embate entre o varejo nacional e as plataformas de e-commerce. Enquanto entidades como a CNI e o IDV classificam a medida como um retrocesso que cria uma competição assimétrica e prejudica a indústria local, a Amobitec defende que a taxação anterior funcionava apenas como um fator inflacionário sem gerar os benefícios prometidos em emprego e renda. Analistas ponderam que, independentemente da política tributária para importados, o verdadeiro desafio para a competitividade brasileira continua sendo a redução do 'Custo Brasil', que afeta estruturalmente a produção nacional.
InfoMoney • 13 mai, 18:18
G1 Política • 13 mai, 10:00
Times Brasil • 13 mai, 08:01
20 jun, 00:31
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