O ministro Dario Durigan reafirmou ser contra indenizações a empresas pelo fim da escala 6x1, defendendo ganhos de produtividade e apoio via crédito.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou sua posição contrária à concessão de compensações financeiras ou indenizações ao setor produtivo em um eventual cenário de redução da jornada de trabalho. Ao classificar a medida como uma modernização necessária e uma tendência global de produtividade, o ministro descartou qualquer oneração direta aos cofres públicos. Durigan argumenta que a mudança forçará ganhos de eficiência operacional e defende que a transição seja mediada por negociações coletivas entre patrões e trabalhadores, refutando a tese de que a alteração elevaria os índices de informalidade no mercado de trabalho. Em contrapartida, o governo avalia oferecer suporte indireto a pequenos negócios por meio de linhas de crédito e auxílio à transformação digital.
O tema ganha tração no Congresso com a tramitação de propostas que visam extinguir a escala 6x1 em favor de uma jornada de 40 horas semanais. O relator da matéria, deputado Leo Prates, sustenta que a alteração é essencial, argumentando que o Brasil apresenta baixa produtividade apesar das extensas jornadas atuais. Enquanto o governo busca viabilizar a transição, o setor produtivo manifesta preocupação com o aumento dos custos operacionais e a perda de competitividade. Paralelamente, a oposição mantém o debate legislativo aquecido, questionando os riscos de pressões inflacionárias e o possível repasse de custos ao consumidor final.
InfoMoney • 12 mai, 22:38
Agência Brasil - EBC • 12 mai, 20:32
Folha de São Paulo - Mercado • 12 mai, 19:15
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