Especialistas apontam herança autoritária na segurança pública brasileira
Críticos afirmam que o modelo de policiamento atual mantém estruturas da ditadura, resultando em alta letalidade e falta de controle democrático.
Pontos principais
- Especialistas sustentam que o policiamento ostensivo brasileiro ainda opera sob decretos-lei da ditadura militar.
- A letalidade policial afeta desproporcionalmente jovens negros e moradores de periferias.
- O conceito de 'inimigo interno' é citado como justificativa para o uso excessivo da força.
- A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que operações são investigadas e que investe em capacitação.
Especialistas e ativistas de direitos humanos alertam que o sistema de segurança pública do Brasil preserva estruturas autoritárias herdadas do período da ditadura militar. Segundo os críticos, a manutenção de decretos-lei antigos e a persistência da lógica do 'inimigo interno' perpetuam um ciclo de violência institucionalizada, que se reflete em altos índices de letalidade policial, atingindo majoritariamente a população negra e periférica. A ausência de mecanismos de controle democrático eficazes é apontada como um fator central para a continuidade dessas práticas.
Em contrapartida, órgãos oficiais, como a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, defendem a legitimidade de suas ações. A pasta sustenta que todas as operações que resultam em mortes passam por rigorosos processos de investigação interna e externa. Além disso, o governo afirma que tem investido em novas tecnologias e programas de capacitação técnica para reduzir a letalidade nas intervenções policiais.
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