O Brasil observa um processo de interiorização da violência, com facções criminosas expandindo suas operações para cidades médias e pequenas, conforme estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Ipea. Enquanto as grandes capitais registram queda nas taxas de homicídios, esses municípios menores se tornam palcos de disputas e concentram a violência que antes era restrita às metrópoles. O crime organizado atua de forma articulada nacional e transnacionalmente, dominando territórios, utilizando força armada e influenciando o sistema prisional e a economia formal.
Cidades como Rio Claro (SP) e Juazeiro (BA) exemplificam essa tendência, tornando-se pontos estratégicos para o tráfico e para as disputas entre facções como PCC e Comando Vermelho. Na Amazônia Legal, 45% dos municípios já apresentam presença do crime organizado. Essa expansão exige uma abordagem estatal que transcende a segurança pública, incorporando políticas públicas em áreas como habitação, transporte e o processo eleitoral para enfrentar a complexidade do problema.
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