O governo russo instrumentaliza a memória da Segunda Guerra Mundial para fortalecer o apoio interno à atual ofensiva militar na Ucrânia.
O governo russo tem utilizado as celebrações do Dia da Vitória, que tradicionalmente homenageiam os mortos na Segunda Guerra Mundial, como um pilar central de sua estratégia de comunicação. Ao associar a memória da vitória histórica contra o nazismo às ações militares atuais na Ucrânia, o Kremlin busca legitimar a invasão perante a opinião pública interna. Essa instrumentalização da história transforma uma data de memória coletiva em uma ferramenta de propaganda política, essencial para consolidar a autoridade do regime. A narrativa oficial estabelece um paralelo direto entre o esforço de guerra do passado e o conflito presente, apresentando a ofensiva atual como uma extensão necessária da defesa da soberania nacional. Dessa forma, o Estado russo reforça o apoio popular ao conflito, utilizando o patriotismo como mecanismo para sustentar a continuidade de suas operações militares.
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