Preço do petróleo Brent sobe 3% após Trump rejeitar proposta do Irã
O barril do Brent atingiu US$ 104,51 após Trump descartar acordo com o Irã, elevando tensões no Estreito de Ormuz e riscos ao fornecimento global de energia.
Pontos principais
- O petróleo Brent subiu para US$ 104,51 e o WTI para US$ 98,40 por barril.
- Donald Trump classificou a contraproposta iraniana como inaceitável, reduzindo as esperanças de um cessar-fogo imediato.
- O conflito entre EUA, Israel e Irã, iniciado em fevereiro, já elevou o preço do petróleo em mais de 40%.
- O governo americano avalia a retomada de ações militares e a suspensão temporária do imposto federal sobre a gasolina.
- O tráfego no Estreito de Ormuz permanece sob risco, com navios-tanque operando com rastreadores desligados.
- Aliados da Otan recusam o envio de navios para a região sem um acordo de paz abrangente.
- O presidente Donald Trump deve discutir a crise com o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim na próxima quinta-feira.
O mercado global de petróleo manteve a volatilidade, com o barril do Brent atingindo 104,51 dólares e o WTI subindo para 98,40 dólares. A alta reflete a reação negativa dos investidores após o presidente Donald Trump declarar que as chances de um cessar-fogo com o Irã são mínimas, classificando a contraproposta iraniana como inaceitável. Desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã em fevereiro, os preços da commodity acumulam uma valorização superior a 40%, pressionando as economias globais. Diante do impasse, o governo americano avalia a retomada de ações militares, enquanto busca medidas internas, como a suspensão temporária do imposto federal sobre a gasolina, para mitigar o impacto nos custos de energia.
O bloqueio no Estreito de Ormuz permanece como um fator crítico para a logística, com navios-tanque operando com rastreadores desligados para evitar ataques. Analistas do Citi e do ING alertam que o mercado permanece extremamente sensível a qualquer ruído sobre a oferta no Golfo Pérsico, prevendo volatilidade contínua caso as negociações permaneçam estagnadas. Aliados da Otan já sinalizaram que não enviarão navios para a área sem um acordo de paz abrangente, mantendo o setor em estado de alerta permanente.
O cenário geopolítico deve ganhar novos contornos na próxima quinta-feira, quando o presidente Donald Trump tem um encontro agendado com o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. A expectativa é que Trump busque o apoio da China para pressionar o Irã em futuras rodadas de negociação. Contudo, especialistas advertem que, sem uma solução diplomática concreta, a instabilidade no fornecimento de petróleo deve perdurar, mantendo os preços em patamares elevados no curto prazo.
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