Governo discute fim da taxa das blusinhas após recorde de arrecadação
A arrecadação com encomendas internacionais atingiu R$ 1,78 bilhão em 2026, mas o governo avalia extinguir o imposto de 20% sobre compras até US$ 50.
Pontos principais
- A arrecadação federal com importações cresceu 25% no primeiro quadrimestre de 2026.
- O imposto de 20% para compras de até US$ 50 foi criado em 2024 para proteger a indústria nacional.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a viabilidade do fim da taxação está em debate interno.
- Setores produtivos e o vice-presidente Geraldo Alckmin defendem a manutenção do tributo para preservar empregos.
- Consumidores questionam a taxa pelo encarecimento de produtos e pela disparidade com compras de turistas.
A arrecadação federal proveniente da chamada 'taxa das blusinhas' atingiu um recorde de R$ 1,78 bilhão no primeiro quadrimestre de 2026, representando um crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. Implementado em 2024, o imposto de 20% sobre encomendas internacionais de até US$ 50 tinha como objetivo original proteger a indústria nacional e equilibrar a competitividade do mercado interno. Apesar do desempenho financeiro positivo, o governo federal iniciou discussões internas sobre a possível extinção do tributo. O tema gera divergências no alto escalão: enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin e representantes do setor produtivo defendem a manutenção da medida para salvaguardar empregos locais, consumidores criticam o encarecimento dos produtos e a desigualdade tributária em comparação com as compras realizadas por turistas no exterior. O desfecho da discussão permanece incerto enquanto a equipe econômica avalia os impactos fiscais e políticos da medida.
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