Arrecadação da 'taxa das blusinhas' sobe 25% em janeiro de 2026
A arrecadação do governo federal com a "taxa das blusinhas" atingiu R$ 425 milhões em janeiro de 2026, um aumento de 25% em relação ao ano anterior, em meio a debates sobre sua revogação.
Pontos principais
- A arrecadação da "taxa das blusinhas" (imposto de importação sobre encomendas internacionais) alcançou R$ 425 milhões em janeiro de 2026.
- O aumento representa 25% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
- Em janeiro de 2026, foram registradas 15,3 milhões de remessas internacionais, contra 11,4 milhões em janeiro de 2025.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin defende a medida como forma de proteger a produção e o emprego nacional.
- A Câmara dos Deputados discute um projeto de lei para zerar o imposto sobre compras de até US$ 50 no comércio eletrônico.
A arrecadação federal proveniente da "taxa das blusinhas", que incide sobre encomendas internacionais, registrou um aumento de 25% em janeiro de 2026, totalizando R$ 425 milhões. No mesmo mês, o volume de remessas internacionais recebidas alcançou 15,3 milhões, um crescimento em relação aos 11,4 milhões de janeiro de 2025. O vice-presidente Geraldo Alckmin tem defendido a manutenção da taxa, argumentando que ela é essencial para proteger a produção, o emprego e a renda no país, buscando equiparar a carga tributária entre produtos nacionais e importados.
Apesar do aumento na arrecadação, a medida continua sendo objeto de debate. O governo federal avalia a possibilidade de revogar a taxa em ano eleitoral, com o ministro Sidônio Palmeira liderando essa discussão. Paralelamente, a Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que propõe zerar o imposto sobre compras de até US$ 50 no comércio eletrônico. Em 2025, a "taxa das blusinhas" arrecadou R$ 5 bilhões, contribuindo para a meta fiscal e combatendo a evasão fiscal por meio do programa Remessa Conforme, e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apoia a taxa, citando sua contribuição para a manutenção de empregos e a isonomia tributária.
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