Polícia Militar retoma reitoria da USP após desocupação forçada
Ação policial para desocupar a reitoria da USP resulta em detenções e divergências sobre feridos em meio a protestos por auxílio estudantil.
Pontos principais
- A Polícia Militar utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para retirar estudantes que ocupavam a reitoria desde 7 de maio.
- O movimento estudantil exige o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para o valor de um salário mínimo.
- Quatro estudantes foram detidos por danos ao patrimônio e encaminhados ao 7º Distrito Policial, sendo liberados após o registro da ocorrência.
- Há divergências sobre o saldo da operação: o DCE relata seis feridos, enquanto a PM afirma que não houve feridos durante a ação.
- A reitoria da USP declarou não ter sido informada previamente sobre a operação policial realizada na madrugada de domingo.
A Polícia Militar realizou a desocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) após dias de protestos estudantis, utilizando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar os ocupantes. A operação, que contou com cerca de 50 policiais, resultou em quatro detenções por danos ao patrimônio, com a apreensão de armas brancas e entorpecentes no local. Enquanto a PM afirma que não houve feridos, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) relata seis estudantes lesionados durante o confronto. A administração da universidade lamentou os episódios e informou que não foi notificada previamente sobre a ação policial. O impasse central permanece sendo a reivindicação por reajustes no auxílio estudantil e melhorias nos restaurantes universitários, pautas que motivaram a ocupação e a greve que já mobiliza mais de 100 cursos da instituição.
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