Caça americano atinge dois petroleiros iranianos no Estreito de Ormuz; Rubio aguarda resposta de Teerã
Primeiro ataque a alvos iranianos desde o cessar-fogo de um mês, em meio à proposta americana que exige suspender enriquecimento de urânio por 12 anos.
Pontos principais
- Caça americano desabilitou dois petroleiros iranianos em 8 de maio
- Primeiro ataque dos EUA em solo iraniano desde o cessar-fogo de um mês atrás
- CENTCOM diz ter respondido a ataques contra três navios da Marinha americana no Estreito
- Rubio em Roma aguarda resposta de Teerã à proposta de paz de 14 pontos
- Proposta exige suspensão do enriquecimento de urânio por pelo menos 12 anos
- Iran teria que entregar cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%
- Estreito de Ormuz fechado desde 28 de fevereiro retira ~13 mi barris/dia do mercado
Um caça americano desabilitou dois petroleiros iranianos no Estreito de Ormuz em 8 de maio, provocando ataques de represália e abalando a trégua de um mês entre Washington e Teerã. O CENTCOM afirmou ter respondido a ataques 'não provocados' contra três navios da Marinha americana — atingidos por lanchas, mísseis e drones iranianos —, marcando os primeiros ataques aéreos dos EUA em solo iraniano desde o cessar-fogo.
Em Roma, o secretário de Estado Marco Rubio disse aguardar 'ainda hoje' a resposta do Irã à proposta americana de 14 pontos, entregue via mediadores paquistaneses. O documento exige que Teerã abra mão de armas nucleares, suspenda todo enriquecimento de urânio por pelo menos 12 anos e entregue cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%. O Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde 28 de fevereiro, retirando cerca de 13 milhões de barris de petróleo por dia do mercado. O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeed Irvani, enviou carta acusando os EUA de violar o cessar-fogo.
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