Em 2025, famílias beneficiadas por programas sociais como Bolsa Família e BPC-LOAS registraram uma renda domiciliar per capita média de R$ 886, valor até 70% inferior à média nacional. Os dados do IBGE indicam que 22,7% dos domicílios brasileiros, totalizando 18 milhões de lares, receberam algum tipo de benefício social no período, um percentual superior ao pré-pandemia. O Bolsa Família foi o programa mais abrangente, presente em 17,2% dos domicílios, com uma renda per capita de R$ 774 entre seus beneficiários. Já o BPC-LOAS alcançou 5,3% dos lares, com uma renda per capita de R$ 1.218, marcando o maior percentual da série histórica.
Os benefícios sociais contribuíram com 3,5% do rendimento domiciliar per capita nacional em 2025, com maior impacto nas regiões Nordeste e Norte. A redução percentual da participação desses benefícios na renda total em 2025 é atribuída ao crescimento mais robusto de outras fontes de renda, como o trabalho, em um mercado aquecido. As famílias que dependem desses programas são geralmente maiores, com mais moradores por domicílio, o que sublinha a relevância desses auxílios para a subsistência de milhões de brasileiros.
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